sexta-feira, 4 de agosto de 2023

A indecisão

Maldito fala barato!

Como odeio ter ouvido o que disseste.

Violaste o pacto sagrado de equílibrio mente e corpo

Deste me o veneno do coração apaixonado.

Que agora nada vê sem ser ela!

Aí se soubesse que vive presa...

Presa em liberdade,

Porque o verdadeiro...

O que é mesmo prisioneiro!

É o construtor da cela dela

Pois ela não vive nela...

Pelo menos literalmente,

Apenas figurativamente

Vive na ideia até que repentinamente,

O apaixonado seguirá em frente,

Ou enfrente o que deveras sente

Maldito fala barato...

Tinhas mesmo que ter falado?

Da tua incapacidade de estar calado

Vive a ansiedade do amor não retornado.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Estar na merda!


Estou na merda...
Este momento perdura,
Já estive na merda antes...
Mas nunca pela mesma amargura.

Já estive na merda perdido,
Na minha reduzida existência...
Sai da merda decidido!
A lutar pela minha sobrevivência.

Mas a merda sempre me encontrou,
Agora que não luto mais por viver...
Encontrou-me a merda,
Pelo medo infinito de perder...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Para quem continua a ler, tem tanta paciência que merece.

Vazio

Sinto que vivo no vazio…
Mesmo sendo impossível
Sinto-me o espaço no meio do vidro
Que nem partido consegue ser visível.

Já não sinto calor
Embora sue bastante
Não tenho calor interior
Que me deixe calmo ou ofegante

É pena viver sem objetivo
Sem uma pequena/grande ambição
Algo que me faça levantar do vidro partido,
Qualquer coisa que me tire da merda do chão

Opa, pelo menos já não me apetece espalhar o meu sentimento,
Já cresci para não ter de mostrar o que sinto a todos!
Mas  para os que gostam do meu tormento,
Aqui vai um rascunho dos meus engodos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Hoje acordei… E sonhei em contentamento! Hoje chorei… O que sonhei, levou o vento… Que sonho de miserável alegria, Que me despertou tanta ambição! Pôs-me em sentimetria* E me mostrou a desilusão Que descabido pensamento o meu! O de existir bondade… Para quem não a reconheceu Só lhe resta a lembrança e a saudade Enfim, parece que terá de ser assim Que hei de errar sempre sem saber Mas se deus o determinou, para mim Ao menos vou juntado umas gargalhadas para me entreter *sentimetermia- termo criado por mim, como junção de sentimento e hipotermia.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Ser Como Eu

Há palavras que me fazem tanto sentido
Que não sei explicar porquê
Não que tenham sido algo que tenha vivido
Apenas não sei explicar o que não se vê

A confusão/ complexidade de cada um de nós,
O que quiserem chamar para nos dar estimo
Realça a nossa falta de capacidade de estar sós!
É tão necessário algo que nos traga de novo ao cimo…

Não que tenha de ser outro como eu ou tu
Pode ser só uma voz que nos acompanha
Uma pequena espécie de vulto
Que nos sossega…

Ser como eu significa ver sentido onde este não existe
Sentir as palavras de outra pessoa tão adequadas
Mesmo não dizendo nada ou adaptadas
Essas palavras são o que na minha cabeça persiste

Quase não sei o seu significado
Aliás não percebo como
Fui ficar tão agarrado
A este aleatório palavreado

Ser como eu é isto
Acontecer o inexplicável
Sem qualquer razão alguma
Incendiar o mar
Se torna tão bonito ou deprimente
Ser como eu é não perceber o que sente…

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Devaneios de outro D.Quixote


Amo-te, um sentimento? Uma necessidade? Um jogo?

A divergência existente numa palavra tão simples, mas tão profunda como esta, faz com que muitos a vulgarizem e outros lhe dêem demasiada importância…
Para quem critica a vulgarização da palavra e não aceita que esta seja imposta a torto e a direito tem de ser coerente consigo mesmo, então em que caso se ama? Quando se quer muito uma pessoa? Isso não é um sentimento, isso é uma necessidade de cada pessoa, “Eu amo-te porque me fazes bem e sinto a tua falta”, isto não é um sentimento, é uma necessidade de posse, se amar é querer muito uma pessoa a nossa beira, é verdadeiro que eu possa dizer a qualquer pessoa que me dê bem um “amo-te”, ora se não é isto então vós que amais poucas pessoas vulgarizam a palavra da mesma forma que todos os outros, claro que esta visão é um pouco dramática pois eu posso amar um objecto, a partir do momento em que o quero de forma exagerada…
Então basicamente o amor é um jogo de quereres, sendo que quanto mais difícil o jogo se torna, mais aliciante fica jogá-lo.
Então se neste momento a vontade é de simplesmente mandar-me a merda não temam, eu acuso-me, eu vulgarizo a palavra, não de forma exagerada, mas a razão pela qual eu a vulgarizo é porque é imposto que se eu não a digo então não posso de forma alguma nutrir um sentimento forte pela outra pessoa, pois para mim amar é o estado mais altruísta que se pode imaginar, sacrificando o que para mim seria de mais sagrado em prol de outra pessoa, e provavelmente para quem lê isto faz todo o sentido, mas o mais usual é que nunca se tenha dito a essa pessoa o amo-te, e porquê? É vulgar e não se aplicaria aquela pessoa, ou então só por vergonha, não nos sentimos a vontade para dizer uma amo-te a pessoa que realmente amamos…

D. Quixote que tinha essa coragem foi alvo dessa ilusão… Talvez seja algo mesmo inatingível, pois Romeu e Julieta também tombaram a esta ilusão.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Acorda


Encontrei uma mensagem perdida no chão
"Aproveita o dia este te dará inspiração"
Eram as palavras que emergiam do papel
Eram as tintas que Van Gogh tinha no pincel

Acorda, não fiques adormecido
A vida deixa os que dela tenham desistido
Move-te por 10 segundos de alegria
10 segundos da tua vida que são pura magia

Eu acredito na natureza de cada um,
Natureza que não acolhe problema algum.
Portanto deixa de lamurias momentâneas
Procura aventuras e emoções instantâneas

Não deixes que te fuja uma oportunidade,
Não percas a tua vivacidade
Não deixes que te escorra a inspiração
Porque hoje é óptimo, mas amanhã já não.