quarta-feira, 4 de agosto de 2010



Infelizmente é assim, já ninguém acredita em cavalheirismos, não se pode acreditar que alguém é bem-intencionado, quando essa pessoa mostrou um desejo de querer mais. A partir desse momento perdeu tudo, todas as boas intenções, todos os gestos, tudo que se fizer a partir de agora tem segundas intenções, mas de quem é a culpa? É dessa própria pessoa que queria mais, porque por se sentir mal neste desejo, fica preso na sua impotência e pensar que tudo que ele fizer daí para diante será visto como uma forma nova de “tentar a sua sorte” ninguém acredita em quem disse demais. Eu não sou jogador, daí não tentar a minha sorte e este jogo tão sujo prejudica os que não tentam. E os que arriscam demais, as vezes joga-se mais com o coração, e as jogadas saem mais de impulso, normalmente essas correm mal, isto até no próprio jogo do amor, onde as jogadas deveriam ser por impulso, ganha o que calcular melhor todos os seus passos.
Hoje em dia só acredita em contos de fadas quem está num, ou pelo menos pensa estar (porque amanhã o conto de fadas é outro), esses e quem quer reviver o conto de fadas, mas aí o herói é a personagem do conto de fadas anterior, por se querer reaver tanto a história o conto de fadas perde a sua magia…


http://www.youtube.com/watch?v=77ey1aWDnyY

Não faz parte dos meus gostos musicais, mas nada do que foi escrito faz parte propriamente dos meus gostos.


Keep walking all the way to your nirvana, See ya

domingo, 1 de agosto de 2010

Tacto


Perdi-me do meu sentido material
A aspereza da minha pele me impede
De sentir o liso dos teus cabelos
O bater do teu coração

Falta-me o toque, já não sinto
A rugosidade do teu envelhecer
O teu toque no meu corpo
A intimidade de uma troca de suores

Estou cheio, completamente carregado
Este vazio que transporto pesa-me
E me obriga a ficar parado

Eu curava este vazio, n fosse
A falta de sensibilidade epidérmica
O meu 5º sentido deixou-me,
Desapareceu-me o tacto