segunda-feira, 12 de julho de 2010

ARREPIO

A corrente que me apanha

Tem-me invadido a vida,

Que de dentro a congela

E lhe espalha o veneno suicida

Minha vida congelada,

Há feito muito mais que de vez

Em que esteve movimentada…

Pelo menos asneira, isso não fez!

O sangue que me corre sucessivamente

Me tenta a salvar a todo o custo

Do enterro prematuro

E tento e não consigo aquecer

Que em todo este tempo

O arrepio decidiu permanecer

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