quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fernando Impessoa


Dizes-me tu que eu penso
Em todo o meu sentimento
Que me perdi no imenso,
Ciclo a que chamas fingimento

Não te aceitarei razão
Dizes-me fazer viver
Mas só me matará o meu coração!
Quando decidir deixar de bater...

Eu vivo vendo esse vasto
Da tua infindável dor
Que ainda hoje há rasto

Rasto que tentaste apagar
Porque lhe falta aquela cor
A que me corre nas veias e da roleta ímpar

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