terça-feira, 17 de julho de 2012

Hoje acordei… E sonhei em contentamento! Hoje chorei… O que sonhei, levou o vento… Que sonho de miserável alegria, Que me despertou tanta ambição! Pôs-me em sentimetria* E me mostrou a desilusão Que descabido pensamento o meu! O de existir bondade… Para quem não a reconheceu Só lhe resta a lembrança e a saudade Enfim, parece que terá de ser assim Que hei de errar sempre sem saber Mas se deus o determinou, para mim Ao menos vou juntado umas gargalhadas para me entreter *sentimetermia- termo criado por mim, como junção de sentimento e hipotermia.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Ser Como Eu

Há palavras que me fazem tanto sentido
Que não sei explicar porquê
Não que tenham sido algo que tenha vivido
Apenas não sei explicar o que não se vê

A confusão/ complexidade de cada um de nós,
O que quiserem chamar para nos dar estimo
Realça a nossa falta de capacidade de estar sós!
É tão necessário algo que nos traga de novo ao cimo…

Não que tenha de ser outro como eu ou tu
Pode ser só uma voz que nos acompanha
Uma pequena espécie de vulto
Que nos sossega…

Ser como eu significa ver sentido onde este não existe
Sentir as palavras de outra pessoa tão adequadas
Mesmo não dizendo nada ou adaptadas
Essas palavras são o que na minha cabeça persiste

Quase não sei o seu significado
Aliás não percebo como
Fui ficar tão agarrado
A este aleatório palavreado

Ser como eu é isto
Acontecer o inexplicável
Sem qualquer razão alguma
Incendiar o mar
Se torna tão bonito ou deprimente
Ser como eu é não perceber o que sente…

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Devaneios de outro D.Quixote


Amo-te, um sentimento? Uma necessidade? Um jogo?

A divergência existente numa palavra tão simples, mas tão profunda como esta, faz com que muitos a vulgarizem e outros lhe dêem demasiada importância…
Para quem critica a vulgarização da palavra e não aceita que esta seja imposta a torto e a direito tem de ser coerente consigo mesmo, então em que caso se ama? Quando se quer muito uma pessoa? Isso não é um sentimento, isso é uma necessidade de cada pessoa, “Eu amo-te porque me fazes bem e sinto a tua falta”, isto não é um sentimento, é uma necessidade de posse, se amar é querer muito uma pessoa a nossa beira, é verdadeiro que eu possa dizer a qualquer pessoa que me dê bem um “amo-te”, ora se não é isto então vós que amais poucas pessoas vulgarizam a palavra da mesma forma que todos os outros, claro que esta visão é um pouco dramática pois eu posso amar um objecto, a partir do momento em que o quero de forma exagerada…
Então basicamente o amor é um jogo de quereres, sendo que quanto mais difícil o jogo se torna, mais aliciante fica jogá-lo.
Então se neste momento a vontade é de simplesmente mandar-me a merda não temam, eu acuso-me, eu vulgarizo a palavra, não de forma exagerada, mas a razão pela qual eu a vulgarizo é porque é imposto que se eu não a digo então não posso de forma alguma nutrir um sentimento forte pela outra pessoa, pois para mim amar é o estado mais altruísta que se pode imaginar, sacrificando o que para mim seria de mais sagrado em prol de outra pessoa, e provavelmente para quem lê isto faz todo o sentido, mas o mais usual é que nunca se tenha dito a essa pessoa o amo-te, e porquê? É vulgar e não se aplicaria aquela pessoa, ou então só por vergonha, não nos sentimos a vontade para dizer uma amo-te a pessoa que realmente amamos…

D. Quixote que tinha essa coragem foi alvo dessa ilusão… Talvez seja algo mesmo inatingível, pois Romeu e Julieta também tombaram a esta ilusão.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Acorda


Encontrei uma mensagem perdida no chão
"Aproveita o dia este te dará inspiração"
Eram as palavras que emergiam do papel
Eram as tintas que Van Gogh tinha no pincel

Acorda, não fiques adormecido
A vida deixa os que dela tenham desistido
Move-te por 10 segundos de alegria
10 segundos da tua vida que são pura magia

Eu acredito na natureza de cada um,
Natureza que não acolhe problema algum.
Portanto deixa de lamurias momentâneas
Procura aventuras e emoções instantâneas

Não deixes que te fuja uma oportunidade,
Não percas a tua vivacidade
Não deixes que te escorra a inspiração
Porque hoje é óptimo, mas amanhã já não.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fernando Impessoa


Dizes-me tu que eu penso
Em todo o meu sentimento
Que me perdi no imenso,
Ciclo a que chamas fingimento

Não te aceitarei razão
Dizes-me fazer viver
Mas só me matará o meu coração!
Quando decidir deixar de bater...

Eu vivo vendo esse vasto
Da tua infindável dor
Que ainda hoje há rasto

Rasto que tentaste apagar
Porque lhe falta aquela cor
A que me corre nas veias e da roleta ímpar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

10 segundos de êxtase


Eu vivo agarrado
A inconstante felicidade
Não fosse eu forçado
Por minha própria personalidade
A ir ao abismo

Sei que no fim
Só me esperam desgraças
Mas mesmo assim
Caio nas suas graças

Dou tudo
Para sentir outra vez
O sentimento de estar mudo
E rir só porque 9+1 são dez

domingo, 5 de setembro de 2010

Falta de inspiração


Hoje só escrevo,
Sem nada para falar
Infelizmente estou
Simples demais para mim

Hoje não tenho opinião
Não se solta uma crítica
Esse espírito está sóbrio
De uma forma excessiva para meu mal

Hoje canso-me
De me ouvir lamentar
De deixar tudo para trás
De desistir do que o dia me dá

Hoje espero pelo dia a seguir
Para que tenha mais euforia e reacção
E em vez de me desculpar por evitar tudo que tenha de decidir
Vou de braços abertos procurar a minha própria inspiração